"Josephine foi Vênus num corpo negro e de sorriso irresistível.
Ela foi Cleópatra, mas uma encarnação do personagem sobre quem Shakespeare escreveu: 'não pode a idade fazê-la fenecer, nem o hábito tornar monótona sua infinita variedade'. Ela prendia a atenção por ser imprevisível, como o jazz.
Era um dos aspectos do eterno feminino, o da sexualidade bem-humorada. Mais tarde, se tornou a representação do amor materno.
Como muitos outros artistas, ela acreditava que sua função essencial era transmitir amor.
Primeiro, era preciso senti-lo, depois era preciso que o público o percebesse e em seguida o retribuísse. O amor lhe dava energia para prosseguir. Quando Josephine se apresentava parecia estender as mãos e tocar o coração de todos"
Phyllis Rose, texto retirado do livro "A Cleópatra do jazz, Josephine Baker e seu tempo" |
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